As primeiras aulas

Minha primeira aula oficial não foi com a mesma instrutora da aula experimental, na verdade era um homem, o que me deixou um pouco tensa, mas logo percebi que ele era um amor e seria importantíssimo na minha vida, principalmente por acreditar no potencial das alunas.

Nas primeiras aulas eu usava um short saia que minha irmã me deu da antiga aula de ballet dela, que ia mais ou menos até um pouco acima do joelho e um camisetão, e estava sempre com uma camiseta larga que tampasse a barriga.

O instrutor me perguntou o que tinham me passado na aula instrumental e o único nome que eu sabia era “bombeirinho”, foi o que eu falei e foi o que ele tentou me passar, logo viu a desgraça e pediu pra eu voltar pro compasso.

As minhas companheiras de aulas eram todas magras (alias, bem magras) e até eram iniciantes, mas já tinham alguns meses a mais que eu, então eu me sentia bem inferior em termos de nível, mas todas elas eram bem legais, ajudavam e torciam  pra que eu aprendesse coisas novas.

Numa certa aula mais pra frente, acho que com uns 02 meses de aula mais ou menos, entraram duas moças que eram mais gordinhas como eu e que faziam várias coisas legais que eu não conseguia. As duas me deram várias dicas, inclusive, só comecei a conseguir escalar o pole com uma dessas dicas! E era muito bom ver gente com o corpo parecido fazendo coisas mais avançadas.

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No estúdio onde eu faço aula chamamos esse movimento de trava 4, e eu morria de medo de fazer ele sozinha!

Percebendo que as dicas das meninas com o corpo mais parecido com o meu me ajudaram bastante, resolvi procurar por garotas gordas no instagram/you tube, pra tentar ter mais referências de movimentos que eu poderia conseguir. Nessas pesquisas eu achei uma hashtag que ela #poleplussize algo assim, que várias garotas (gringas) faziam movimentos “do dia”, que posteriormente eu descobri que eram desafios ahaha  então comecei a tentar os movimentos que eu via no insta em aula.

Aos poucos fui percebendo minha evolução no pole e me apaixonando por esse atividade. Principalmente, porque há adaptações e caminhos diferentes para a evolução de cada um, ou seja, mesmo que a gente não confie no nosso potencial, o “pole” respeita o nosso corpo e faz a gente evoluir independente de idade e tipo de corpo.

Impulsiva como euzinha sou, resolvi que queria um pole em casa pra tentar praticar um pouco mais alguns movimentos. Comprei sem pensar, inclusive, curiosidade: eu errei a altura da barra e não coube no meu quarto, tive que por no meio da sala! E ficou por um bom tempo na sala, o que dificultava o meu uso da barra, já que meu pai passa a maior parte do tempo que está em casa na sala. Mas mesmo assim, treinava sempre que podia 🙂

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Com mais ou menos 07 ou 08 meses de aula, eu descobri uma pedra na vesícula e tive que operar, o que me deixou afastada por 03 loooongos meses. O que me deixou bastante chateada, pois eu estava começando a ter evoluções legais e já tinha criado uma turma de amigas que já estava acostumada a fazer aula juntas.

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Um dos movimentos que eu aprendi logo antes de sair de licença. Curiosidade: Eu não conseguia ficar de cabeça pra baixo, então escalava até lá em cima, prendia a perna e vinha descendo o corpo pra fazer essa figura.

 

Continua… 😉

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