Outro dia, ouvi uma estudante de Direito dizer que era ‘contra’ o feminismo porque acreditava que o não machismo existia.

Curiosamente, em outra conversa, essa mesma moça disse que tinha curiosidade de praticar pole dance, mas não ia fazer porque não sabia o que o namorado iria pensar…

Vi ali mais uma mulher “abrindo mão” de sua própria liberdade para escolher manter a imagem de ‘boa moça’ que a sociedade tanto espera dela.

Mas será que o pole não é para “moças direitas”?

Em primeiro lugar, não existem moças direitas e moças erradas.

Quem é mulher sabe que existe no imaginário coletivo a associação da figura feminina com uma imagem de fragilidade, passividade, submissão e sensibilidade 🌷, atributos estes que, muitas vezes, quando empregados, colocam a mulher em uma condição de inferioridade em relação ao homem.

Alguns ditos populares reproduzem essa ideia estereotipada da mulher: “mulheres não conseguem comandar”, “meninas devem brincar dentro de casa”, “mulheres são histéricas”, “mulheres devem perdoar”, “mulheres devem se comportar” etc.

Mas esses conceitos não correspondem à verdade. Existe mulher muito mais forte que homem! Existe mulher muito mais competente e muito mais centrada.

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Foto: @juli_sikalova

Essas qualidades (ser forte, ser competente, ser centrada) podem ser atribuídas a qualquer pessoa humana, independentemente do gênero! Desculpem, mas vivemos tempos loucos onde é preciso dizer o óbvio.

E onde se enquadra o pole dance?

O pole é uma atividade que exige MUITO do corpo. Muita força, muita coordenação, muita flexibilidade, muita fluidez. Não parece atividade de “menininha”, não é mesmo?

Mas muitas pessoas associam o pole com a ideia de que quem pratica só o faz para colocar a sexualidade feminina à disposição do prazer masculino.

Isso é um absurdo!

O pole é uma atividade física completa e que aceita todxs os praticates, sem estereótipos. Pro pole não importa a idade, não importa o peso, não importa ter ou não prévio condicionamento físico, não importa o sexo. Basta ter um corpo e querer aprender a praticar 😉

E, com o tempo, você aprende que pro pole também não importa o que os outros vão pensar!

O pole é um terreno sem filtros morais onde a mulher se liberta. Aqui você pode rebolar. Tudo bem usar saltão, se joga! Mas só rebola se quiser – seja livre para escolher o seu estilo. A liberdade é linda 😍

bodoir

Foto: @xs.linda

Em sendo assim, tudo bem uma garota dançar para uma pessoa em busca de despertar prazer. Mas ela só fará isso [s-e]    [q-u-i-s-e-r].  E para quem ela quiser. Simples assim!

É incrível perceber como as mulheres se transformam depois que começam a praticar o pole. Isso porque se sentem acolhidas pelos colegas e instrutores e, principalmente, não se sentem julgadas. É um espaço inusitado de aceitação, ao qual infelizmente não estamos acostumadas (porque desde cedo ouvimos que não podemos fazer isso ou aquilo ou nos comportar dessa ou daquela forma simplesmente porque nascemos mulheres).

É legal também perceber o clima de união entre as meninas. Nos estúdios de pole é comum identificar um ambiente de apoio mútuo, onde todxs comemoram quando alguém consegue executar um movimento novo. Tudo é celebrado com vídeos e fotos 📷 Não existe um ambiente de competitividade entre as praticantes. O pole é só amor ❤️

friends

Foto: @krystalisiana

E aí, o pole é pra você? Tá esperando o quê?

Vem!

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