Como já conversamos por aqui, o pole dance é um universo à parte.

Quando começamos a praticá-lo, dificilmente já temos ideia do que nos espera pela frente. E é comum com o tempo nos perdermos pelo caminho, ao descobrirmos uma grande  variedade de aulas  especializadas e mega atraentes.

Com esse post eu quero te ajudar apresentando algumas possibilidades, caso você não as conheça, para que você faça as melhores escolhas na sua trajetória de polerino/a 😉

Quando comecei o pole (sempre é bom lembrar), praticava aulas regulares de pole sport duas vezes na semana. No estúdio onde eu fazia as aulas não havia separação de turmas por nível, de modo que os alunos recebiam instruções conforme seu grau de aprendizado, ou seja, enquanto eu aprendia movimentos básicos na barra, havia outras pessoas mais avançadas treinando inversões e outros movimentos que exigem maior experiência no pole.

Conforme fui “pegando gosto” pela atividade, percebi a necessidade de buscar treinos complementares para ajudar na minha evolução.

Realmente, mesmo para quem faz aulas apenas para aprender a executar figuras incríveis na barra (que rendem belas fotos), em determinado momento você percebe que não seria ruim ganhar um pouco mais de flexibilidade para executar aquele “move dos sonhos” ❤️. Em outro momento, você anseia executar uma figura que exige bastante força e, por isso, cogita buscar algum treino que dê um “up” no seu condicionamento físico 💪

Para atender a essas necessidades, existem dentro do mundo do pole aulas específicas de flexibilidade e de calistenia, com exercícios voltados à melhora do desempenho no pole dance. Ou seja, não é preciso recorrer à academia ou classes de ballet, pois bons estúdios especializados de pole dance oferecem esses treinos específicos para ganho de força e de flex.

Mas os “treinos especiais” não param por aí.

Depois de assistir algumas performances no pole, é impossível não se encantar com a barra giratória (minha crush no momento 😍). E ao tentar executar qualquer movimento simples nesse tipo de barra você logo percebe que é preciso desenvolver técnica para “dominar” esse equipamento antes que ele domine você (quem nunca ficou tonto na giratória rs). Com isso, despertada a paixão pela barra giratória, parece imprescindível agendar aulas regulares de pole spin.

E quando surge a vontade de dançar no pole? Aí buscamos aulas que ajudem a desenvolver ritmo, fluidez e consciência corporal. Surge agora um feixe de inúmeras possibilidades, pois, a depender do estúdio de pole que você frequenta, é possível encontrar aulas de pole glamour, exotic pole, pole fusion, pole lírico, pole fluidity, erotic elements 💋 e até aulas de performatividade (já falamos de alguns estilos do pole aqui).

Feitas essas considerações, fica a pergunta: como conciliar tudo isso?

Para quem está começando na atividade e era sedentário, sempre ouvi que o ideal é fazer aulas de pole sport duas vezes na semana (foi assim que comecei). Depois que se ganha um pouco de força e se aprende a desenvolver algumas travas, os alunos normalmente são incentivados a inserir outros treinos complementares em sua rotina.

Tenha em mente que essa é uma orientação geral, e não uma regra aplicável a todo mundo.

Primeiramente porque pra ser aluno de pole você não precisa fazer todas essas aulas complementares. Procure fazê-las conforme o seu interesse 😉

Mas caso essas aulas diferenciadas lhe pareçam interessantes, eu recomendo que você desde logo procure estúdios não só que tenham profissionais qualificados, o que obviamente é essencial, mas também que disponibilizem as modalidades de aulas que atendam seus interesses desde o princípio. Assim, se você quer ser mais flexível, não deixe de fora as aulas de flexibilidade quando puder assumi-las. E, se gosta de dançar, procure um estúdio com aulas de pole coreográfico e invista nelas assim que puder!

Deve-se tomar cuidado também para não se inscrever em workshops/cursos/intensivos de níveis acima do seu. Por mais que esse workshop/curso/intensivo seja ministrado por um pole dancer incrível 💙, esses cursos normalmente são caros e você sairá frustrado/a por não conseguir executar boa parte dos movimentos!

É importante também saber bem o assunto e proposta do workshop para não se frustrar depois de comprar. Uma vez uma amiga comprou um workshop de twerk sem saber o que era e só depois descobriu que aprenderia técnicas para rebolar fora do pole, o que particularmente não era algo que ela gostaria de aprender.

No mais, mesmo optando por fazer uma diversidade de aulas especiais (condicionamento, dança, flex etc), nunca deixe de fazer as aulas regulares de pole para aperfeiçoar seus movimentos na barra.

Uma dica importante é sempre procurar fazer essas aulas em horários que tenham pessoas do mesmo nível que você caso as turmas não sejam separadas por nível em seu estúdio. Isso ajuda xs alunxs a evoluírem juntos, dando também a sensação de que a aula rende mais, o que faz transbordar um clima de superação incrível no ambiente.

Por fim, para conseguir conciliar tudo e fazer escolhas producentes, acredito que o ideal é ter em mente qual é o seu objetivo, analisar seu tempo livre e a sua possibilidade de investimento financeiro e conversar abertamente com seu instrutor, melhor pessoa para te avaliar e te orientar individualmente.

Bons treinos!

 

Deixe uma resposta