Meu nome é Naomi, tenho 26 anos, sou dançarina de pole dance e, a partir de agora, escrevo textos para este blog.

Mas não é assim que eu quero me apresentar.

Pole dancer há alguns meses agora, foi a barra vertical que me fez descobrir os prazeres de soltar o próprio corpo e ser livre (tipo o que foi dito naquele comercial insuportável de absorvente rs). Mas não é exatamente por meio da liberdade, da diversão e dos incontáveis roxos na perna que o pole dance me deu que eu vou me apresentar, eu vou me apresentar como a pessoa que eu era antes de conhecer essa prática e como a pessoa que eu sou hoje.

Esses dias, eu estava olhando o instagram do Estúdio Sou do Pole, e lá, algumas leitoras e leitores estavam respondendo à seguinte questão: “por que você ainda não está fazendo aula de Pole Dance?”

Essas foram algumas das respostas:

Não fui eu quem escreveu essas respostas, mas eu me vejo muito nelas. Acredito que você, leitor ou leitora que, em algum momento da vida, já pensou em pole dance também se vê ou já se viu nelas.

Antes de aprender pole dance, eu era a menina que não sabia dançar e que dizia que a prática não “era pra mim”. Eu era a menina que tinha vergonha e que achava que meu corpo não era próprio. E, em muitos sentidos, eu ainda sou às vezes, mas eu também sou a pessoa que já se divertiu tanto dançando, girando e escalando a barra, que aprendeu que tudo isso não passa de tramoias que confabulamos contra nós mesmas.

Eu sei como é intimidador ver uma menina perfeita de linda fazendo movimentos inacreditáveis naquela barra e você é simplesmente diferente. Se você se sente assim em relação a qualquer coisa, você não está sozinha, você não está só comigo também, você está praticamente com toda pessoa do planeta.

Todo mundo passa por esse tipo de coisa, mas também não há uma pessoa se quer que não esquece completamente essas inseguranças quando está girando na barra, ou fazendo uma pose ou simplesmente dançando ao seu redor. É uma sensação boa demais pra que você fique lembrando de qualquer outra coisa.

Quero me apresentar aqui, então, como “a menina que é tão insegura quanto a próxima”, mas também como “a menina mais segura de si no mundo inteiro”. Acredito que o pole possa mudar perspectivas e espero que talvez eu consiga te convencer a mudar a sua.

Um comentário em “Você já me conhece.

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