Pra quem se auto nomeia bloguerinha na info de instagram, ficar 03 meses sem postar é quase um crime! hahaha

Mas é por um bom motivo, nosso estúdio está indo muito bem e estamos todas sem tempo. Até por isso estamos com uma cronista oficial nova que vocês puderam conhecer no post anterior, a Naomi! <3

Recentemente tivemos que reorganizar nossos horários e decidimos abrir turminhas novas lá no estúdio, entre elas a turma de pole coreográfico (que já estamos no fim da 2ª coreografia), flexibilidade e pole funk.

Ontem, antes de dormir, eu montei a coreografia do aulão inaugurão de pole funk e hoje decidi que daria um bom tema pra um post: Dicas pra montar uma coreografia.

Vamos lá, como EU, Lorraine, instrutora de pole há apenas alguns meses costumo criar as minhas coreografias. Tem dado certo pra mim, talvez dê pra vocês caso estejam com dificuldades.

  1. Escolha sua música/tema.

Começar a pensar numa coreografia partindo de um tema/música escolhida é bem mais fácil do que criar primeiro os passos.

Mas saiba que, os passos/moves que você escolheu, também podem caber em outra música viu? Depende da velocidade e intensidade dos movimentos. Mas podemos falar sobre isso mais pra frente caso queiram 🙂

Com a música escolhida, caso já não o tenham feito, ouçam várias e várias vezes até tê-la decorada na cabeça. Por quê? Porque assim você pode repassar os passos na sua cabeça com mais facilidade!

Tente escolher uma música entre 3 e 4 minutos, não mais que isso, e se tiver mais que isso, eu recomendo que corte, pois vai ficar muito pesado.

2. Escolha os movimentos que você considera imprescindíveis que estejam na sua coregrafia

Escolha no máximo UM movimento que seja mais difícil pra você e os demais que sejam fáceis e que vc não tenha dificuldade em realiza-los. Levando-se em conta que as vezes a barra que você ensaiou não é a mesma que será usada no dia, o nível de ansiedade e que talvez você sue mais.

O que eu gosto de pensar? 01 movimento/combo mais difícil de “impacto”, 02 movimentos/combos mais tranquilos e 03 ou 04 girinhos.

Lembrando que nos movimentos parados, conte de 03 a 5 segundos, não faça o movimento com pressa, mostre ele, faça uma firulinha com a mão, olhe pra plateia e sorria, por exemplo.

Entre um movimento e outro, acrescente transições e alguns movimentos de chão: mergulhos, body waves, piruettes, compassos, passinhos charmosos.

Eu não tenho curso de dança nem de coreografia, então não sei “contar a música”, o que eu faço é sentí-la e marcar alguns movimentos com as batidas ou alguma parte da letra da música que eu goste.

3.  Anote os passos e filme

Corforme vai pensando na dica anterior, anote num papel os movimentos e em qual parte da música que você acha que ele deveria estar. Isso vai facilitar o encaixe das transições e “firulas”.

Mesmo que você não saiba o nome real dos movimentos ainda, faça um esqueleto da música, divida em partes.

Por exemplo:

Começo: compasso, b hook

Meio: inversão

Final: Espacate

Aí entre as parte você escreve mais ou menos o que serão as transcições.

4. Ensaie muito.

Tanto fisicamente quanto mentalmente. Tudo que fazemos tem que passar pelo cérebro antes, pra ele planejar os movimentos que nosso corpo vai realizar. Isso evita um pouco que a gente fique parando pra pensar entre um movimento ou outro na coreografia.

Somente ensaiando que você consegue perceber o que precisa ser modificado na sua coreografia, e se filme! Isso é muito importante. Se possível, se filme já do ângulo que estará o público, pra que veja direitinho onde um movimento tem que começar/terminar.

5. Assista vídeos de colegas!

E tente copiar o movimento delas. Faça aula com outros professores. Quanto mais você treinar, mais repertório vai ter. É normal irmos criando um estilo e querermos usar sempre um giro que gostamos mais. às vezes o mesmo movimento com uma dobradinha de perna diferente, uma mãozinha, uma jogada de cabelo, já dá outro efeito. Experimente coisas novas 🙂

6. Divirta-se!

Nada disso vai valer a pena se esse processo for um fardo, e outra, a coreografia não vai sair legal se não legal pra você! Vai ficar forçado e você vai se frustrar. Então, não tem problema nenhum você diminuir o nível dos movimentos pra apreciar mais o momento consigo mesma!

 

É isso! <3

 

Gente, eu não sou coreógrafa e não tenho nenhuma formação em dança, essa é a forma que EU acho mais fácil criar coreografias e tem dado muito certo.

Eu não sou fã de participar de campeonatos, eu não me sentiria bem por causa de toda a pressão, mas amo criar coreografias e me apresentar, porque assim EU, Lorraine, me sinto bem!

Espero que essas dicas ajudem e se ficaram com alguma dúvida, estou a disposição pra tentar responder e ajudar 🙂

Se quiserem dar uma olhada no meu Instagram pra ter uma ideia de como eu monto minhas mini coreos, também podem ver no instagram do estúdio.

 

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