O pole dance é uma modalidade de maioria feminina. E as mulheres praticantes tem uma luta diária pra continuar a modalidade, pois além de sermos julgadas por sermos mulheres também temos que provar que somos boas ao que nos propomos a fazer. As pessoas nos julgam o tempo todo por nossa roupa curta, nosso salto, nosso “jeito”. Nos colocam rótulos, sem ao menos entender o que fazemos. Somos chamada de “puta”, “vagabunda”, “indecentes” e por aí vai de adjetivos degradantes que muitas vezes nem conhecemos. (Não desmerecermos as putas, que elas são foda!) É triste saber que em 2020 temos que expor que desejamos apenas respeito e igualdade. Queremos falar e ser ouvidas, ser reconhecidas por nosso feitos, queremos fazer o que escolhemos fazer e ponto final. Será que é tão difícil de entender? Não lutamos apenas por sermos pole dancers, lutamos por todas as mulheres. Somos julgadas por uma sociedade machista e condenadas a pena de morte, apenas por não querer mais um relacionamento ou não concordar com um homem. Num país que bate recordes mundiais de feminicídios, temos que lembrar sempre que não queremos morrer? Num mundo que nosso corpo é tocado sem permissão, violado, maltratado apenas por ter nascido mulher. Nos culpam pela mini saia, pelo olhar, pelo sorriso, por existir. Temos que agradecer as mulheres que lutaram por nós até aqui, mas ainda temos muitas batalhas a vencer. Lutamos pela hegemonia, por termos os mesmos direitos. Nós mulheres pole dancers que diariamente nos impomos pra continuar o esporte/dança, que escolhemos rebolar, a nos apresentar, a usar saltão, a fazer carão, a treinar, seja lá o que queremos fazer. Deixe-nos fazer! Queremos escolher sem ser diminuída, queremos o direto a falar, a ser ouvidas, ser reconhecidas. Ajudamos a construir essa sociedade, nada mais justo que participarmos igualmente dela. Aos que criticam o pole dance e o acham vulgar e etc., desafio a fazer uma “simples” inversão! Porque pole dance não é pra mulherzinha, é pra MULHERÃO! Feliz luta pra nós!

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