Sou do Pole indica o documentário Strip Down, Rise Up (Pole Dance: A Dança do Poder), que estreou ontem (05/02/21), no Netflix.

Trata-se de um documentário de duas horas que mostra como o pole dance tocou a vida de um grupo de mulheres, alunas e professoras, proporcionando uma reconexão com os seus corpos e o despertar de sentimentos como os de liberdade, autoaceitação, empoderamento e sororidade.

O documentário mostra diversas facetas do pole, como o pole sensual, destaque da escola @s.factor.official, fundado pela @sheilakelleys , e o esportivo, foco do estúdio @sfpoleanddance da @amysunshine007 . Também aparecem no documentário as instrutoras @aerialallisoninsfbay e @jenynebutterfly

Vemos relatos de diversas alunas de pole dance que buscam a modalidade por motivos diferentes: desde como uma atividade física para “sair do sofá” até como uma forma subversiva de questionar o patriarcado, passando por uma busca pela autoaceitação/amor próprio através de um caminho para expressarem seus sentimentos e explorarem sua feminilidade e/ou sexualidade sem tabus.

Aos poucos, surgem consciente ou inconscientemente motivações ligadas ao enfrentamento de dores ou traumas, como o luto, doenças e abusos, o que nos mostra que essa jornada para a praticante se reencontrar, se aceitar e se sentir livre, forte e confiante consigo mesma e com relação aos outros pode ser bastante árdua e despertar diversos gatilhos. Nesse ponto, importante é o destaque feito pelo documentário no sentido de que o pole pode sim ser uma atividade terapêutica complementar, mas não substitui o acompanhamento médico/psicológico quando este é necessário.

 Pontualmente, algumas passagens do documentário se mostraram a nosso ver contraditórias, especialmente no caso da aluna que é incentivada a cortar/escovar os cabelos e tirar os óculos para se sentir bonita, da professora que é motivada a emagrecer para de se amar mais e da cena bastante estranha em que as alunas são incentivadas a abraçar homens para se sentirem seguras.

A despeito disso, de uma forma geral recomendamos o documentário, que de uma forma geral representa muitas de nós praticantes de pole e, principalmente, é uma forma importante da nossa arte chegar em mais pessoas de fora da nossa bolha.

Assistam!

Sheila Kelley numa aula em seu estúdio S Factor – cena do documentário “Strip Down, Rise Up” da Netflix

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